Nio Dias

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Plúvia

Argumento e direção: Nina Matos
Montagem : Paula Luiza Ribeiro
Poesia Plúvia – Guaracy Júnior
Música : Ken_Elkinson – Aquamarine
Tempo: 00:12:42
Ano: 2021

Sobre o artista

Nasceu em Abaetetuba no Pará em 31 de maio de 1963. Vive e trabalha em Benevides no Pará.

Exposições coletivas

Movimento HotSpot, IN MOD – Instituto Nacional de Moda e Design, 2013. Belém- PA.

LÁTEX – Espaço Cultural Banco da Amazônia, 2017. Belém-PA.
ARTE PARÁ – FRM, versões 88, 90, 91, 2003, 2008 (premiação) e 2011 (artista convidado). Belém-PA.
Salão da Vida – MHEP, 2005. Belém-PA.
Salão Unama Pequenos Formatos, 99 e 2004. Belém-PA.
Fluxo de Arte Belém Contemporâneo – Museu de Arte de Belém, 2004. Belém-PA. Projeto TRIDIMENSIONAIS, versões 2002 e 2003 – Instituto de Artes do Pará. Belém- PA.
6a Mostra João Turin, 2003. Curitiba-PR
PARÁ-RAIO – Casa do Olhar, 2003. Santo André-SP.
Salão das Águas – IAP, 2001. Belém-PA.
Salão Paraense de Arte Contemporânea – SPAC, 1993. Belém-PA.
ONDE AS ONÇA BEBE ÁGUA – Museu da UFPA, 1990. Belém-PA. RAIOQUEOPARTA (coletivo) – Gal. Theodoro Braga, 1989. Belém-PA.
Salão Paranaense de Arte Contemporânea, 1988. Curitiba-PR.
Salão de Arte da FCAP, 1988. Belém-PA.

Exposições individuais

PLÚVIA – Galeria Benedito Nunes, 2021. Belém-Pa.
ARTIFICIAL – Galeria Municipal de Arte, 2002. Belém-Pa.
COM QUANTOS PAUS SE FAZ UMA CANOA – Escritório de Arte 115, 1992. Belém-Pa. NIOIN – Galeria Theodoro Braga, 1990. Belém-PA.

Carlos Drummond de Andrade escreveu que “a chuva não é um epílogo, tão pouco significa uma sentença ou esquecimento”, ao comentar a morte do escritor Dalcídio Jurandir, o autor do romance Chove nos Campos de Cachoeira (1941). O vídeo Plúvia (2021) de Nio Dias se inscreve na tradição cultural de simbolizar as chuvas torrenciais que caem na Amazônia, com certa nostalgia pela regularidade de precipitação resultante do acelerado desmatamento. Cada lugar tem sua chuva.

Com Plúvia, sua primeira incursão no campo do meio televiso, Nino Dias se esforça por conectar arte e vida, articular arte, poesia e natureza para visitar sua elegante escultura em aço. Em seu projeto, Dias afirma que busca a ordenação de ideias que transitam na ressignificação e no trato com materiais do dia a dia, manufaturados, industriais, como nas chapas em metal, recipientes plásticos e em materiais naturais.

Em seu delírio galáxico e sob licença poética, Dias descreve suas esculturas como Chuva “forma líquidageométrica da flora vinda à vida elevada ao cubo.” Chuva ou Plúvia são estruturas minimalistas em aço, vazadas e construídas dentro da malha cubista. Seu interior acomoda faixas curvas em repouso como flores tensas. A coesão do volume aberto é dada pela cor monocromática. Nessa conexão entre chuva, vegetação, biologia e natureza, as esculturas de Nio Dias conservam referências aos Amazoninos de Lygia Pape. Para ele, o vídeo é o olho cubista analítico da flora em múltiplos ângulos.